"To him she seemed so beautiful, so seductive, so different from ordinary people, that he could not understand why no one was as disturbed as he by the clicking of her heels on the paving stones, why no one else’s heart was wild with the breeze stirred by the sighs of her veils, why everyone did not go mad with the movements of her braid, the flight of her hands, the gold of her laughter. He had not missed a single one of her gestures, not one of the indications of her character, but he did not dare approach her for fear of destroying the spell."
Gabriel García Márquez, Amor em Tempos de Cólera
terça-feira, 31 de maio de 2011
tardes de sábado *
Merenda (nome feminino; do lat. merenda-, "id."): refeição leve da tarde; lanche; pequena refeição que se leva para uma viagem, para o trabalho ou para a escola; farnel.
* Aprendi ontem que os dias da semana devem ser escritos com letra minúscula.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
o teu sorriso...
"And especially, her smile. That smile like the sunrise... Blending in with the sunlight on her left cheek..."
El Secreto de sus Ojos
o semáforo
Hoje vinha para o trabalho e, enquanto esperava "o verde", vi um casal a despedir-se. Duas figuras, completamente banais, que passariam certamente despercebidas numa multidão. Ele mais alto, ela mais baixa. Ele meio calvo, ela gordinha. Nenhum era bonito. Normais.
Mas ele beijava-a com os olhos abertos como que com medo de se esquecer daquela cara, lembrando-me o que o Ricardo Morales dizia ao Benjamín Esposito a propósito do tempo que passa e daquilo que esquecemos sobre as pessoas de quem gostamos.
E ela abraçava-o, esticando os pés e segredando-lhe ao ouvido algo que felizmente não pude ouvir.
Podiam ser amantes. Podiam ter-se conhecido na noite passada. Podem ser casados e ter três filhos. Não sei. Sinceramente, também não quero saber.
Para mim foram, durante aquela dúzia de segundos, a confirmação.
"I want the fairy tale", dizia a Vivian. Eu também.
Mas ele beijava-a com os olhos abertos como que com medo de se esquecer daquela cara, lembrando-me o que o Ricardo Morales dizia ao Benjamín Esposito a propósito do tempo que passa e daquilo que esquecemos sobre as pessoas de quem gostamos.
E ela abraçava-o, esticando os pés e segredando-lhe ao ouvido algo que felizmente não pude ouvir.
Podiam ser amantes. Podiam ter-se conhecido na noite passada. Podem ser casados e ter três filhos. Não sei. Sinceramente, também não quero saber.
Para mim foram, durante aquela dúzia de segundos, a confirmação.
"I want the fairy tale", dizia a Vivian. Eu também.
june
Julie & The Carjackers - June
N.B. - lembrou-me: "For June who loved this garden. From Joseph who always sat beside her".
quinta-feira, 26 de maio de 2011
para mim será sempre mau
«Alguém, nem sei quem, disse que um bom compromisso é aquele em que ambas as partes ficam descontentes. Foi isso que conseguimos, sem sequer ter havido negociações, apenas uma conjugação de abrandamento, evidência e inércia. Provavelmente, ninguém definiria o que aconteceu como um "compromisso", mas eu sei e tu sabes que abdicámos em função de outros interesses, e obrigámo-nos a isso, mais tu que eu, reconheço. Ambas as partes ficaram descontentes, é a prova de que encontrámos um bom compromisso.»
Pedro Mexia
Pedro Mexia
quarta-feira, 25 de maio de 2011
o teu sorriso...
"Em minha frente caminhas,
Pesado do teu desejo,
Pesado da tua graça,
E as tuas mãos tocam as coisas que hão-de vir,
E a sua sombra cobre a tua face.
E em tua frente estou suplicante e exausta
Pois a tua vida
apaga os meus frágeis gestos de alegria.
E em em tua frente estou suplicante e exausta
Pois a tua vida
quebra a minha vida.
Às vezes todo o dia o teu sorriso,
Está presente em cada coisa:
No fundo dos espelhos e nos vidros,
No vermelho das rosas e dos astros.
E através dessa presença caminho em delírio
Para o grande cintilar dos teus desastres
onde me quero destruir."
Sophia
Pesado do teu desejo,
Pesado da tua graça,
E as tuas mãos tocam as coisas que hão-de vir,
E a sua sombra cobre a tua face.
E em tua frente estou suplicante e exausta
Pois a tua vida
apaga os meus frágeis gestos de alegria.
E em em tua frente estou suplicante e exausta
Pois a tua vida
quebra a minha vida.
Às vezes todo o dia o teu sorriso,
Está presente em cada coisa:
No fundo dos espelhos e nos vidros,
No vermelho das rosas e dos astros.
E através dessa presença caminho em delírio
Para o grande cintilar dos teus desastres
onde me quero destruir."
Sophia
a propósito de uma troca de mensagens
I know better that to let you go.
I know better than to her go.
Thurston Moore - Benediction
500 days of Wizard
Outro dia estava a questionar se estaria arrependido de tudo. A resposta imediata foi "mas como é que é possível sequer questionares?!".
Ainda assim deixei-me ir.
Estou triste. Coração destroçado. Eu acreditei, sabes? Com todas as minhas forças acreditei. E sonhei. Agora custa, é verdade. Caramba, se custa! It hurts like a son of a bitch!
Mas depois recordo o que me deste. Aquilo que demos um ao outro. Tudo o que partilhamos e vivemos. A rua Bernardo de Passos, os fins de tarde, os inícios de noite. Os teus olhos. O pôr do sol no Guincho, a noite na Arrábida, os fins-de-semana, as gargalhadas, a Calçada do Duque, o japonês e as idas ao estádio. O teu abraço apertado. Os festivais e os concertos. A sangria do Carmo e a praia do Tamariz. Os "salada? salado no!" e os "brothers?! yeah, brothers!". O teu cheiro. Uma caminhada da Brasileira a São Pedro da Alcântara e o abraço mais demorado e genuíno da história de Lisboa. O teu toque.
Encorajaste-me a viver intensamente e sem receios. Nunca te poderei retribuir devidamente.
Resta-me estar cá, todos os dias, até que a morte nos separe, para te fazer sorrir e amparar-te quando precisares.
Se me arrependo? Impossível! Como poderia arrepender-me de uma das melhores coisas que a vida alguma vez me deu.
Ainda assim deixei-me ir.
Estou triste. Coração destroçado. Eu acreditei, sabes? Com todas as minhas forças acreditei. E sonhei. Agora custa, é verdade. Caramba, se custa! It hurts like a son of a bitch!
Mas depois recordo o que me deste. Aquilo que demos um ao outro. Tudo o que partilhamos e vivemos. A rua Bernardo de Passos, os fins de tarde, os inícios de noite. Os teus olhos. O pôr do sol no Guincho, a noite na Arrábida, os fins-de-semana, as gargalhadas, a Calçada do Duque, o japonês e as idas ao estádio. O teu abraço apertado. Os festivais e os concertos. A sangria do Carmo e a praia do Tamariz. Os "salada? salado no!" e os "brothers?! yeah, brothers!". O teu cheiro. Uma caminhada da Brasileira a São Pedro da Alcântara e o abraço mais demorado e genuíno da história de Lisboa. O teu toque.
Encorajaste-me a viver intensamente e sem receios. Nunca te poderei retribuir devidamente.
Resta-me estar cá, todos os dias, até que a morte nos separe, para te fazer sorrir e amparar-te quando precisares.
Se me arrependo? Impossível! Como poderia arrepender-me de uma das melhores coisas que a vida alguma vez me deu.
sonhos
"Mas não tem revolta não
Eu só quero que você se encontre
Ter saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim
Eu tenho sim
Não tem desespero não
Você me ensinou milhões de coisas"
Caetano Veloso - Sonhos
terça-feira, 24 de maio de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)


