«All this Beethoven and rain.»
Michael Ondaatje
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
amor & coisas simples
Marina: Newborn. I open my eyes. I melt. Into the eternal night. A spark. You got me out of the darkness. You gathered me up from earth. You've brought me back to life.
To the Wonder, Terrence Malick
To the Wonder, Terrence Malick
esperança
Numa Europa cultural viciada em muitos preconceitos anti-americanos, o 66º Festival de Cannes não deixou de atrair novas versões de velhos lugares-comuns contra Steven Spielberg, este ano presidente do júri. Com uma ironia mais ou menos habilidosa, sugeriu-se que, afinal, o autor de A Lista de Schindler teria vindo à Côte d’Azur para, de uma maneira ou de outra, tratar dos seus “negócios”. Nada de novo: em 1975, defender um filme chamado Tubarão dava direito a ser acusado de perigosa aliança com o “imperialismo” (este ano, hélas!, Tubarão foi um dos clássicos exibidos nas sessões de cinema ao ar livre, na praia Macé).
Acontece que, com a cumplicidade dos seus magníficos colegas de júri, Spielberg rubricou uma belíssima prova de amor cinéfilo: por um lado, definindo um palmarés que espelha a fascinante pluralidade da selecção oficial (ficaram grandes filmes de fora, mas era inevitável); por outro lado, através da Palma de Ouro para La Vie d’Adèle, consagrando um objecto que, ao abordar uma história de amor entre duas mulheres, não vacila perante o rigor de um realismo muito francês cuja modernidade persiste. Daí que Spielberg tenha dito que a Palma ia, não para o realizador (tradicional consagrado), mas para “três artistas”: Kechiche e as suas duas admiráveis actrizes, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Kechiche recordou, aliás, que este filme o levou descobrir uma juventude que quer e sabe “viver livremente, exprimir-se livremente e amar livremente”.
Como duas figuras angelicais, Adèle e Léa levam-nos a lidar com as máscaras que a sexualidade sempre envolve. Ou seja: numa Europa que todos os dias tolera a violência pornográfica do Big Brother e seus derivados, foi um cineasta de um pudor muito americano que nos veio ajudar a repensar a ética dos nossos olhares.
João Lopes, aqui
Acontece que, com a cumplicidade dos seus magníficos colegas de júri, Spielberg rubricou uma belíssima prova de amor cinéfilo: por um lado, definindo um palmarés que espelha a fascinante pluralidade da selecção oficial (ficaram grandes filmes de fora, mas era inevitável); por outro lado, através da Palma de Ouro para La Vie d’Adèle, consagrando um objecto que, ao abordar uma história de amor entre duas mulheres, não vacila perante o rigor de um realismo muito francês cuja modernidade persiste. Daí que Spielberg tenha dito que a Palma ia, não para o realizador (tradicional consagrado), mas para “três artistas”: Kechiche e as suas duas admiráveis actrizes, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Kechiche recordou, aliás, que este filme o levou descobrir uma juventude que quer e sabe “viver livremente, exprimir-se livremente e amar livremente”.
Como duas figuras angelicais, Adèle e Léa levam-nos a lidar com as máscaras que a sexualidade sempre envolve. Ou seja: numa Europa que todos os dias tolera a violência pornográfica do Big Brother e seus derivados, foi um cineasta de um pudor muito americano que nos veio ajudar a repensar a ética dos nossos olhares.
João Lopes, aqui
terça-feira, 28 de maio de 2013
frases que tinham tudo para dar certo
"Preferes apanhar-me por trás ou pela frente?"
a propósito de uma boleia.
a propósito de uma boleia.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
amor & coisas simples
I want to wake up with you
By your side
Watching skies
All through the night
Empress Of - Don't Tell Me
amor & coisas simples
Arrebatada
Eu não quero a ternura
quero o fogo
a chama da loucura desatada
quero a febre dos sentidos
e o desejo
o tumulto da paixão arrebatada
Eu não quero só o olhar
quero o corpo
abismo de navalha que nos mata
quero o cume da avidez
e do delírio
sequiosa faminta apaixonada
Eu não quero o deleite
do amor
quero tudo o que é voraz
Eu quero a lava
Maria Teresa Horta
Eu não quero a ternura
quero o fogo
a chama da loucura desatada
quero a febre dos sentidos
e o desejo
o tumulto da paixão arrebatada
Eu não quero só o olhar
quero o corpo
abismo de navalha que nos mata
quero o cume da avidez
e do delírio
sequiosa faminta apaixonada
Eu não quero o deleite
do amor
quero tudo o que é voraz
Eu quero a lava
Maria Teresa Horta
sexta-feira, 24 de maio de 2013
amor & coisas simples
"a noite tornou-se patética sem ti
não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr para a rua
procurar-te imediatamente
correr a cidade duma ponta a outra
só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te
e morrer"
Al Berto, «A noite»
não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr para a rua
procurar-te imediatamente
correr a cidade duma ponta a outra
só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te
e morrer"
Al Berto, «A noite»
quinta-feira, 23 de maio de 2013
amor & coisas (que não são assim tão) simples
You may be sweet and nice
But that won't keep you warm at night
I'm the one who showed you how
To do the things you're doing now
And he may feel all your charms
And he may hold you in his arms
But I'm the one who let you in
I was right beside you then
And once upon a time
You let me feel you deep inside
And nobody knew, nobody saw
Do you remember the way you cried?
I'm your toy, I'm your old boy
And I don't want no one but you to love me
I wouldn't lie
You know I'm not that kind of guy
And once upon a time
You let me feel you deep inside
And nobody knew, nobody saw
Do you remember the way you cried?
And he may feel all your charms
And he may hold you in his arms
But I'm the one who showed you how
To do the things you're doing now
Devotchka - Hot Burrito #1 (I'm Your Toy)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
coisas simples
Jenna: I hope that someday, somebody wants to hold you for twenty minutes straight, and that is all they do. They do not pull away. They do not look at your face. They do not try to kiss you. All they do is wrap you up in their arms, without an ounce of selfishness in it.
Waitress
Waitress
terça-feira, 21 de maio de 2013
coisas simples
«And so with the sunshine and the great bursts of leaves growing on the trees, just as things grow in fast movies, I had that familiar conviction that life was beginning over again with the summer.»
The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald
The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald
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